Casa Darwin vence concorrência da Puket

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É pelo nome que se conhece a rua

Logo que eu nasci, fui morar numa rua que não tinha nome. Quer dizer, tinha nome, mas não era um nome propriamente dito. O nome da rua pra onde eu fui levado ainda recém-nascido era uma letra. A letra éfe. A Rua F, que já não tem mais esse nome, ficava encostada na Hípica de Santo Amaro. O motivo pelo qual eu sei que ela mudou de nome é que eu andei procurando por ela no Google e não a encontrei nada. Agora ela deve ter nome de gente. As outras 5 Ruas F que existem em São Paulo, segundo o buscador, não ficam em Santo Amaro. Ou seja, a rua onde eu nasci sumiu do mapa. Ou pelo menos o nome dela sumiu.

E você larga logo um: “E daí?”. E daí que o nome das coisas é muito importante. Não é à toa que na mitologia grega as palavras eram conhecidas como musas (bem diferentes das do Carnaval na Ilha Porchat). As musas eram filhas de Zeus (Deus símbolo do poder) e Mnemósine (Deusa da memória). Do seu jeito, os gregos nos ensinavam que quando damos nomes para as coisas estamos dando a elas poder de atuar em nossas vidas e em nossa história.
Foi pensando nisso que eu resolvi começar esta nova década procurando ruas em São Paulo que tivessem nomes que simbolizassem as coisas que eu desejo pra todos nós, turistas neste local.

E lá fui eu de volta pra Internet. De cara nos demos bem: aqui na nossa cidade temos seis Ruas da Paz. Estamos precisando delas. E se é pra desejar, desejei uma Rua da Alegria e encontrei logo duas. Empolgado, procurei uma Rua Felicidade, apenas para descobrir que tanto Jales quanto Igaratá, tem uma Rua Felicidade e a gente não tem nenhuma, mesmo tendo duas Ruas Amizade, uma no Tatuapé e outra em Ribeirão Pires.
Não sei se chega a compensar a falta da Felicidade, mas o bairro de Pinheiros contribuiu com a Rua Harmonia e a Rua Simpatia. E como diz o nome do bloco de carnaval, Simpatia é quase Amor. Quase, porque em São Paulo não existe nenhuma Rua Amor, sendo que a coisa mais próxima que temos é a Rua Amor de Índio. Mas como o amor não tem preconceitos, vou aceitar. Aliás, por falar nisso, a capital da maior parada gay do mundo não tem uma Rua Arco-íris nem uma Rua da Igualdade, que você só vai encontrar na cidade de Americana.

Aliás, eu preciso contar que eu peguei birra de Americana. Pô, os caras estão acabando com a gente, detendo exclusividade em nomes como Rua da Igualdade, Rua da Prosperidade, Rua Sinceridade e a cobiçada Rua Sucesso, quem muita gente juraria que São Paulo deveria ter. A coisa mais próxima que temos é a Rua da Moeda, em Brasilândia e a Rua do Tesouro, na Sé. POr outro lado, temos duas ruas Tranquilidade, em Cotia e São Miguel e uma Rua do Sossego, perto da represa Billings, que de certa forma são os objetivos que nos levam a querer ter sucesso. Some se a isso as duas Ruas Boa Sorte (no Tatuapé e em Ribeirão Pires) e o alto astral da cidade está bem defendido.

E pra você que acha tudo isso uma bobagem, eu gostaria apenas de apontar que existem não menos que quatro Ruas Esperança em São Paulo, posicionadas ao norte, sul, leste e oeste da cidade. Ou seja, pra qualquer lado que se olhe, lá estão as nossas quatro Esperanças, como sentinelas, guardando o poder e a memória do nosso futuro.

Texto originalmente publicado na minha coluna “O Turista Local” na revista Época São PAulo, edição de janeiro.
Postado por Rodrigo Leão

Arte Condensada

Um amigo meu uma vez me disse que “referência é tudo” nessa vida.
Então, se você pensa como meu amigo, anota mais essa no seu moleskine: o trabalho de Michael Johansson. Olha o que o artista anda aprontando:






Postado por Renata Leão

Minas Music Rocks

Minha missão de hoje é esta: dividir com você algumas de minhas pequenas (mas nem por isso menos bacanas) descobertas musicais.

Apresento primeiro a descoladíssima Lykke Li, e na sequência, as minas do Uh Huh Her.

E para que eu possa cumprir minha missão com êxito, convoco neste momento, seus olhos, seus ouvidos, e seu coração.

“A Little Bit” cantado por Lykke Li.

(Detalhe: quem dirigiu esse clipe foi Mattias Montero, o mesmo diretor de fotografia daquele comercial da Cadbury, o “Eyebrows”.)

E agora, “Explode” com a banda Uh Huh Her.

(Outro detalhe: esse vídeo demorou um ano para ficar pronto, pois foi desenhado a mão, quadro a quadro pela artista canadense Jodi Sandler)

E então? Missão cumprida?

Postado por Renata Leão

Arte ‘Mêrricana’

Não é segredo pra ninguém que meu amor e ignorância pela arte contemporânea compartilham as mesmas proporções. Mas essa desvantagem nunca me impediu de suspirar sempre que este par de leigas retinas vislumbram uma instalação linda e absolutamente incompreensível.
Ivan Puig
, o (bem-sucedido) artista mexicano responsável pela instalação ilustrada abaixo apresenta, em seu portfólio, muitos outros impressionantes trabalhos dentro e fora de museus. Em sua arte, Ivan nos convida a refletir sobre a complexidade da vida, a política atual e um monte de outras questões que eu não sou besta de fingir pra você que sei mais do que estou falando agora.
O trabalho fala por si só, não precisa da minha interpretação. Só da sua.

“Hasta Tired Narices” (escultura – 2004)

Postado por Renata Leão

WWFala Sério

Parece que todas as campanhas da WWF, uma hora ou outra, acabam esbarrando em polêmica.

Depois do vexame mundial protagonizado por um singelo e brasileiro  anúncio fantasma (É, aquele criado por uma certa agência paulista de Nizan Guanaes. Aquele que levou um prêmio do The One Show. Aquele que ajudou a reforçar a desconfiança dos gringos em relação as peças inscritas, principalmente as de agências brasileiras), do outro lado do mundo, na Singapura, o pessoal da JWT prolonga o clima de bafafá abocanhando em Cannes este ano, um belo Leão com a seguinte campanha:

Nota de esclarecimento da blogueira: apesar da idéia de se usar a imagem do jogo-da-velha em anúncio seja super batida – justificando a polêmica em torno dos méritos dessa campanha – o que realmente me interessou foi a assinatura. Ela diz: “É A SUA VEZ. VISITE wwf.sg”. Sei lá. Eu gostei.

Postado (sem a intenção de ofender) por Renata Leão

Cheio de História


Estou falando desse cara aí na foto, o diretor Keith Schofield. É dele a concepção da genial campanha-viral “Diesel XXX Party” (já mencionada aqui no blog).
Resultado da formação na renomada NYU Film School, Keith tem pouco tempo de carreira, mas já virou o queridinho dos editores das revistas mais descoladas do mundo. Agora ele se apresenta com dois clipes ultra geniais e divertidos, fresquinhos na manga.

O primeiro, com dois artistas que eu AMO: Charlotte Gainsbourg e Beck. Música: Heaven Can Wait. É igualmente lindo e nonsense.

E o segundo, um engraçado clipe remix dos hits da banda Justice + cantor Lenny Kravitz. Música: Let Love Rule. Se você quer sorrir, é bem por aqui.

Postado por Renata Leão