André Midani e a Teoria Geral da Cerveja

André Midani é sem sombra de dúvida um dos grandes pilares que sustenta a minha Teoria Geral da Cerveja (ou TGC para os íntimos). A TGC apregoa que o mundo se divide entre as pessoas com as quais você gostaria de tomar umas cervejas e as outras pessoas. Por essa teoria, sempre que chamado a escolher entre duas ou mais pessoas você deve eleger aquela com a qual você mais gostaria de tomar uma cerveja. Seja para escolher com quem trabalhar, passear, pra quem votar, com quem casar, a quem escutar, sempre escolha pela TGC. Exceto no caso de pilotos de avião, motoristas e alcoólatras — que se encaixam na minha Teoria Geral do Cafezinho. Quanto mais pessoas no mundo desejarem tomar uma cerveja com você, maior será sua importância para a humanidade.

Questões difíceis como: Obama ou McCain? Kaká ou Ronaldinho? Lennon ou McCartney?  Kassab ou Marta? Grazi ou Juliana Paes? Washington Olivetto ou Nizan Guanaes? se tornam barbadas quando se aplica a TGC.

É possível até que um cidadão seja tão bem pontuado que eleve a pontuação na TGC de toda sua categoria profissional. André Midani é um desses casos. Executivos de gravadora só são aceitos em sociedade sem o uso de luvas de borracha porque existiu André Midani.

Se você duvida, recomendo que leia sua recém lançada autobiografia: “Música, Ídolos e Poder — do vinil ao download” (Editora Nova Fronteira) já nas melhores livrarias. Você verá que poderá tomar uma cerveja com ele e conversar sobre: a invasão da Normandia pelas tropas aliadas que ele presenciou ao vivo; sua chegada ao Brasil sem saber falar português; o dia em que ele conheceu e contratou João Gilberto; de como ele foi chefe de Gil, Caetano, Chico, Elis, Tom Jobim, Menescal, Raul Seixas, Nara Leão, Jorge Ben, Edu Lobo, Tim Maia, Mutantes, Titãs, Kid Abelha e Ultrage a Rigor; de como ele juntou Chico e Caetano, Tom e Elis e Gil e Jorge em disco; como permitiu que Caetano lançasse “Araçá Azul” e Jorge Ben “A Tábua de Esmeraldas”; o dia em que a Igreja mandou o exército fechar sua gravadora por causa de Serge Gainsbourg ou como coube a ele negociar com os sequestradores de Washington Olivetto. Isso só pra começar.

Sob o seu comando ou por sua influência direta a música popular brasileira se tornou o maior e mais original patrimônio desta nação. Deveriamos todos agradecer este sírio, criado na França por nos ajudar— eu, você e ele mesmo — a ser o povo com o qual a humanidade toda gostaria de tomar uma cerveja.

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7 Respostas para “André Midani e a Teoria Geral da Cerveja

  1. Meu caro estou no meio desse livro e ele é mesmo muito legal.
    valeu.

  2. Ótimo seu texto e excelente a TGC. Ela precisa ser desenvolvida a fundo, aplicada a várias áreas de conhecimento, é perfeita!

  3. Então…
    Fiote, topa tomar uma cerveja comigo?
    hehehehehe
    vlew

  4. Com certeza, Rodrigo Leão é uma pessoa com quem gostaria de tomar uma cerveja.
    Mais uma dica imperdível, valeu!
    Abração, meu querido.

  5. Rodrigo, definitivamente iria com: Obama, Ronaldinho – o gordo das travecas, Lennon, Kassab, Grazi e Washington Oliveto. Claro que não na mesma mesa e nem no mesmo bar.

  6. rapá, se eu pudesse eu tomaria umas beers com o “Haidar” midani, sem duvida nenhuma, imagina o tanto de coisas boas a se aprender com esse T REX da historia do brasil e da musica em geral. adoraria ter um email dele pra por em minha sala.
    abraços fraternos a todos os sorvedores de uma boa cevadinha hehehee.

  7. Pingback: Anotações da Book Passage Travel Writers Conference | gaía passarelli

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