O Skank, a Nação Zumbi e o Elo Perdido

machine-ill.jpg Quando lançarem o “Primeiro Campeonato de Contar Vantagens da Vila Madalena” eu vou me inscrever com esta: eu sou o elo perdido entre a Nação Zumbi e o Skank. Afinal, ninguém fez tantos shows com ambas as bandas quanto a minha saudosa banda, o Professor Antena. Direi, para a comissão julgadora que eu sou a ponte artística entre os mais importantes sobreviventes da geração 90 do rock brasileiro. Agora, é bom que campeonato seja antes de agosto.
Porque depois disso ninguém vai querer saber das minhas vantagens ridículas. É que em agosto vai ao ar na MTV o Estúdio Coca-Cola que traz o encontro histórico entre Skank e Nação Zumbi tocando juntos como uma só banda. Encontro este que eu tive a alegria de assistir ao vivo quarta-feira passada, dia 12. E não só isso. Tocaram uma música minha e do Samuel: “Um Mais Um”, que foi tema da novela das sete a “Lua Me Disse”. Marque esse ponto aí, comissão julgadora.
Parabéns pro pressoal do marketing da Coca-cola e pra galera Thompson, que fizeram propaganda de um tipo muito, mas muito raro: o tipo que fica com a gente pra sempre.
Do mesmo modo que a campanha do Rider que juntava antigas canções e novos interpretes (eu, por exemplo, juntei o Skank com o Gil na versão de “Vamos Fugir”, ééé pooooonto!), o Estúdio Coca-Cola promove o encontro de duas bandas que em teoria seriam de gêneros opostos, como o CPM 22 e Babado Novo, e multiplica-o por todas as plataformas: MTV, YouTube.com, blogs e um site com vídeos, entrevistas e o escambau: http://www.cocacola.com.br/estudio.
No caso da Nação Zumbi e do Skank o encontro não foi entre diferentes, mas entre iguais com níveis de popularidade diferentes. Ao vivo, a potência pop do Skank somou-se perfeita com a afrociberdelia da Nação em canções como: “Blunt of Judah”, “Hoje, Amanhã e depois”, “Partida de Futebol”, “Maracatu Atômico”, “Balada do Amor Inabalável” e até uma cover explosiva de “Umbabarauma” de Jorge Benjor. Samuel Rosa empolgou cantando com Jorge Du Peixe e o baterista da Nação, Pupillo, inventou de tocar dancehall numa bateriazinha eletrônica em “Pacato Cidadão” e levou a galera ao delírio. No meio rolaram brincadeiras que não sei se vão ao ar, como um medley improvisado de “Simmer Down” do Bob Marley com “Rudy” do Specials e “Manguetown” da própria Nação.

Durante a gravação, Samuel deu uma idéia que se eu fosse o pessoal da Coca-Cola aceitava já: bancar uma turnê desse encontro pelo país. Poooonto pra ele.

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2 Respostas para “O Skank, a Nação Zumbi e o Elo Perdido

  1. Nooossaaaaaa, Skank com Zumbi, que tesão!! Esse tipo de show quando rola só vai com Q.I é? Como fico sabendo heim…Vc não me disse ainda onde eu encontro o seu Cd.

    Kisses!

  2. Olha, que barato!!!
    Esse foi o primeiro texto seu que eu li. Bom, pelo menos que saiu no jornal, né?!
    Nem sabia que ouvia suas música há um tempão.

    Hoje ouvi uma música bem bacana do Skank. Daquelas pra matar a saudade do bom e velho Skank. A canção se chama: Noites de um verão qualquer.
    Só falta você dizer que é sua??!!

    Abs.

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