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MacGruber, o MacGyver da Pepsi

Fevereiro 3, 2009 · Deixe um comentário

Superdica do meu amigo Alê Giampaoli.

Postado por Renata Leão

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O videomaker que virou viral

Dezembro 3, 2008 · 2 Comentários

Essa coluna foi publicada na semana passada no jornal e eu ando sendo um blogueiro tão de quinta categoria que não postei-a aqui. Já teve até ex-vidomaker me agredindo nos comentários portanto se você é videomaker, ex-videomaker ou amigo de ex-videomaker, por favor, não leia e não me agrida.

No final dos anos 80, figuras enigmáticas flanavam pelos salões culturais do Rio e São Paulo, aceitos como membros atuantes da comunidade cultural, sem que nunca se soubesse exatamente que diabos eles faziam: os videomakers. Em teoria, com um nome desses, imagina-se que produziam ou dirigiam vídeos. Ledo engano.

Naquela época ainda não havia MTV, muito menos gente vivendo de fazer videoclipes. Seus vídeos também não passavam na TV pois nenhum canal usava produções independentes TV. A video-arte era confinada a um público mais restrito do que o do pompoarismo canino. Ou seja: eles provavelmente vendiam drogas pro resto do pessoal nas inúmeras festas e vernissages onde sempre estavam — o que em certos círculos pode ser interpretado com o algo positivo para a sociedade. Vídeo mesmo, acho que não rolou nenhum. E sempre que questionados já tinham engatilhada a resposta automática: “Tô agitando várias produções. Tem até um pessoal de Londres envolvido num projeto que eu tô planejando.”

Hoje em dia, a arte de não fazer nada no segmento audio-visual evoluiu para o pessoal envolvido com o tal do “vídeo viral”. Originalmente ” vídeo viral” foi o nome que se deu aos vídeos de internet que atingiam milhões de visitações em tempo recorde, espalhando como vírus pela rede. O mais notório exemplo nacional sendo “Tapa na Pantera” onde uma atriz interpreta uma velhinha maconheira muito engraçada para os maconheiros.

Mas aos poucos, sabe-se lá porque,”vídeo viral ” passou a significar “vídeo pra internet”. O que não faz o menor sentido já que viral é a maneira que ele se espalha e não o formato que ele usa pra ser distribuído. Um vídeo que pouca gente assiste não pode, por definição, ser chamado de viral. Mesmo assim, toda agência de propaganda de fundo de quintal do mundo, instigada pela possibilidade de conseguir milhões de espectadores para as seus clientes a um custo muito baixo passou a oferecer a eles o tal do “viral pra internet”, que normalmente não passa de um vídeo mal feito. Afinal, a esmagadora maioria dos verdadeiros vídeos virais envolve sexo, violência, atividades perigosas, ilegais, nojentas bizarras e pegadinhas em geral. Temas normalmente difíceis de se contextualizar com os objetivos de marketing de uma empresa séria.

Mas existem louváveis exceções, como a incrível campanha “Will it Blend?” dos liquidificadores Blendtec onde um cientista “liquidifica” de tudo: bolinhas de gude, iPhones 3G, tênis e tudo que se pode imaginar. Viral pra videomaker nenhum botar defeito.

Abaixo um exemplo de um deles, com mais de 5 milhões de views (sendo qu edevem ter uns 30, faça as contas). Mas ainda fica a questão: será que o Blendtec liquidifica videomakers?

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