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André Midani e a Teoria Geral da Cerveja

Outubro 1, 2008 · 6 Comentários

André Midani é sem sombra de dúvida um dos grandes pilares que sustenta a minha Teoria Geral da Cerveja (ou TGC para os íntimos). A TGC apregoa que o mundo se divide entre as pessoas com as quais você gostaria de tomar umas cervejas e as outras pessoas. Por essa teoria, sempre que chamado a escolher entre duas ou mais pessoas você deve eleger aquela com a qual você mais gostaria de tomar uma cerveja. Seja para escolher com quem trabalhar, passear, pra quem votar, com quem casar, a quem escutar, sempre escolha pela TGC. Exceto no caso de pilotos de avião, motoristas e alcoólatras — que se encaixam na minha Teoria Geral do Cafezinho. Quanto mais pessoas no mundo desejarem tomar uma cerveja com você, maior será sua importância para a humanidade.

Questões difíceis como: Obama ou McCain? Kaká ou Ronaldinho? Lennon ou McCartney?  Kassab ou Marta? Grazi ou Juliana Paes? Washington Olivetto ou Nizan Guanaes? se tornam barbadas quando se aplica a TGC.

É possível até que um cidadão seja tão bem pontuado que eleve a pontuação na TGC de toda sua categoria profissional. André Midani é um desses casos. Executivos de gravadora só são aceitos em sociedade sem o uso de luvas de borracha porque existiu André Midani.

Se você duvida, recomendo que leia sua recém lançada autobiografia: “Música, Ídolos e Poder — do vinil ao download” (Editora Nova Fronteira) já nas melhores livrarias. Você verá que poderá tomar uma cerveja com ele e conversar sobre: a invasão da Normandia pelas tropas aliadas que ele presenciou ao vivo; sua chegada ao Brasil sem saber falar português; o dia em que ele conheceu e contratou João Gilberto; de como ele foi chefe de Gil, Caetano, Chico, Elis, Tom Jobim, Menescal, Raul Seixas, Nara Leão, Jorge Ben, Edu Lobo, Tim Maia, Mutantes, Titãs, Kid Abelha e Ultrage a Rigor; de como ele juntou Chico e Caetano, Tom e Elis e Gil e Jorge em disco; como permitiu que Caetano lançasse “Araçá Azul” e Jorge Ben “A Tábua de Esmeraldas”; o dia em que a Igreja mandou o exército fechar sua gravadora por causa de Serge Gainsbourg ou como coube a ele negociar com os sequestradores de Washington Olivetto. Isso só pra começar.

Sob o seu comando ou por sua influência direta a música popular brasileira se tornou o maior e mais original patrimônio desta nação. Deveriamos todos agradecer este sírio, criado na França por nos ajudar— eu, você e ele mesmo — a ser o povo com o qual a humanidade toda gostaria de tomar uma cerveja.

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O poder da música

Julho 30, 2008 · 2 Comentários

Em setembro chega em lançamento da Ed. Nova Fronteira o livro/biografia “André Midani — Música, Artistas e Poder — do vinil ao MP3″ que como o próprio nome explica conta a história da vida e carreira do gênio da indústria musical por trás da Bossa Nova, do Tropicalismo e do BrRock dos anos 80. André foi o homem que deixou o Jorge Ben gravar “A Tábua de Esmeralda” e o Caetano gravar “Araçá Azul”. Um cidadão que soube fazer a música brasileira receber o seu devido respeito e o seu devido cachê. Quem é da música não pode perder. Quando eu souber o dia do lançamento aqui em São Paulo eu aviso.

Duas frases atribuidas a ele que são de uma inteligência espetacular:

“Você vale quanto você cobra.”

“O povo sabe o que quer. Mas o povo também quer o que não sabe.”

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