Não é segredo pra ninguém que meu amor e ignorância pela arte contemporânea compartilham as mesmas proporções. Mas essa desvantagem nunca me impediu de suspirar sempre que este par de leigas retinas vislumbram uma instalação linda e absolutamente incompreensível.
Ivan Puig, o (bem-sucedido) artista mexicano responsável pela instalação ilustrada abaixo apresenta, em seu portfólio, muitos outros impressionantes trabalhos dentro e fora de museus. Em sua arte, Ivan nos convida a refletir sobre a complexidade da vida, a política atual e um monte de outras questões que eu não sou besta de fingir pra você que sei mais do que estou falando agora.
O trabalho fala por si só, não precisa da minha interpretação. Só da sua.
Parece que todas as campanhas da WWF, uma hora ou outra, acabam esbarrando em polêmica.
Depois do vexame mundial protagonizado por um singelo e brasileiro anúncio fantasma (É, aquele criado por uma certa agência paulista de Nizan Guanaes. Aquele que levou um prêmio do The One Show. Aquele que ajudou a reforçar a desconfiança dos gringos em relação as peças inscritas, principalmente as de agências brasileiras), do outro lado do mundo, na Singapura, o pessoal da JWT prolonga o clima de bafafá abocanhando em Cannes este ano, um belo Leão com a seguinte campanha:
Nota de esclarecimento da blogueira: apesar da idéia de se usar a imagem do jogo-da-velha em anúncio seja super batida – justificando a polêmica em torno dos méritos dessa campanha – o que realmente me interessou foi a assinatura. Ela diz: “É A SUA VEZ. VISITE wwf.sg”. Sei lá. Eu gostei.
Postado (sem a intenção de ofender) por Renata Leão
Estou falando desse cara aí na foto, o diretor Keith Schofield. É dele a concepção da genial campanha-viral “Diesel XXX Party” (já mencionada aqui no blog).
Resultado da formação na renomada NYU Film School, Keith tem pouco tempo de carreira, mas já virou o queridinho dos editores das revistas mais descoladas do mundo. Agora ele se apresenta com dois clipes ultra geniais e divertidos, fresquinhos na manga.
O primeiro, com dois artistas que eu AMO: Charlotte Gainsbourg e Beck. Música: Heaven Can Wait. É igualmente lindo e nonsense.
E o segundo, um engraçado clipe remix dos hits da banda Justice + cantor Lenny Kravitz. Música: Let Love Rule. Se você quer sorrir, é bem por aqui.
Apesar dos efeitos especiais toscos, um cenário que mais parece a invasão de um depósito de tecidos com estampas interditadas pelo esquadrão da moda, uma direção de arte que deixa a desejar e uma câmera que mais parece uma britadeira descontrolada nas mãos do diretor, até que a moçadinha irlandesa da banda “Two Door Cinema Club” acertou em cheio na hora de fazer esse clipe. A música ainda não foi lançada oficialmente, mas os caras já se adiantaram na divulgação desse novo hit super fashion.
Ex-alunos da UNIBAN se mobilizam para defender a reputação da Universidade. Lassie, Rin-tin-tin, Digbie, Beethoven a e a Gorila Koko estão entre os manifestantes.
O pessoal do Simba Safari está pensando em processar a UNIBAN por concorrência desleal.
A moda pegou: alunos de academia hostilizam aluna por usar roupas justas sem merecer com gritos de “Gorda! Gorda! Gorda!”
A moda pegou: estudantes da Santa Marcelina hostilizam aluna por usar algo “totalmente ano passado” com gritos de “Brega! Brega! Brega!.
Abaixo, minha mais recente coluna na Época São Paulo. Desta vez na edição “O Melhor de São Paulo.” Faz bem mais sentido quando tem a revista em volta.
Hoje eu vim aqui pra bagunçar o coreto desta edição da Época S. Paulo. Afinal, aqui você vai encontrar tudo que São Paulo tem de melhor. Se bobear, até o melhor coreto pra ser bagunçado. Que é o que eu pretendo fazer. Vai vendo.
A ideia de turismo local, que deu origem ao nome da coluna, é a de tentar viver o dia-a-dia com o coração e os olhos abertos daquele jeito que a gente só consegue quando está operando no modo turístico.
No modo normal, seu sistema operacional diz que você é um contador, publicitário, arquiteto, ou sei lá o que. No modo turístico você é um astronauta — vagando solto pelo universo do prazer. No modo normal você discute com a patroa qual é “o” melhor caminho até o shopping. No modo turístico vocês se perdem e descobrem um bistrôzinho inesquecível numa esquina esquecida de Paris. No modo normal tem um Blackberry na sua mão. No turístico, um drink colorido com um guarda-chuva bem pequenininho. No modo normal você está tentando otimizar o seu tempo. No turístico, aproveitar que o tempo está ótimo.
E é justamente o coreto da otimização que eu vim aqui pra bagunçar. A idéia tola de que a pizza Caprese do Bráz do vizinho é sempre melhor que a sua de endívias e queijo brie do I Vitelloni.
Porque, convenhamos: ninguém consegue resistir à curiosidade de visitar os lugares e seguir as dicas que tem nessa edição. Quem não tiver cometido este pecado que atire a primeira coxinha do Frangó ou bauru do Ponto Chique. Mas será que vale a pena passar o tempo todo perseguindo e tentando consumir somente o melhor isto ou o melhor aquilo?
A cultura de consumo propõe que somos representados e representantes daquilo que consumimos. Portanto eu não posso aceitar “qualquer” caldinho de feijão sob pena de me sentir apenas mais “um qualquer”. Começa então a rolar aquele sofrimento.
Como posso ser feliz comendo a décima sétima melhor coxinha de São Paulo quando, evidentemente, merecia estar degustando pelo menos uma das três melhores —no mínimo uma coxinha que chegou ao pódio? Eu não quero ser o Rubinho das coxinhas!
Ninguém quer. Mas como diria aquela piada de corno: isso é coisa que estão pondo na sua cabeça. Meu conselho é: aproveite o conhecimento valioso desta edição, mas não deixe ele atrapalhar sua felicidade.
Mês passado eu e a minha mulher completamos 13 anos juntos e resolvemos sair pra jantar no lugar do nosso primeiro encontro. Infelizmente a locação, o McDonald’s da Praça Vilaboim, ali em Higienópolis, não existe mais, portanto decidimos que um dos vários restaurantes e bares da praça serviria, o que se revelou uma boa ideia já que era domingo e não havia muitos lugares abertos.
Demos uma volta pela praça, avaliando os diversos bares e restaurantes disponíveis e tentando escolher qual seria o melhor para aquele momento. Ela me perguntou: “Qual você acha melhor?” Eu respondi: “Aquele que tiver a gente dentro.” Ela sorriu e jantamos maravilhosamente bem no único restaurante da praça que estava completamente vazio. Não poderia haver melhor lugar em São Paulo.