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Entradas do Novembro 2009

Arte ‘Mêrricana’

Novembro 25, 2009 · 1 Comentário

Não é segredo pra ninguém que meu amor e ignorância pela arte contemporânea compartilham as mesmas proporções. Mas essa desvantagem nunca me impediu de suspirar sempre que este par de leigas retinas vislumbram uma instalação linda e absolutamente incompreensível.
Ivan Puig
, o (bem-sucedido) artista mexicano responsável pela instalação ilustrada abaixo apresenta, em seu portfólio, muitos outros impressionantes trabalhos dentro e fora de museus. Em sua arte, Ivan nos convida a refletir sobre a complexidade da vida, a política atual e um monte de outras questões que eu não sou besta de fingir pra você que sei mais do que estou falando agora.
O trabalho fala por si só, não precisa da minha interpretação. Só da sua.

“Hasta Tired Narices” (escultura – 2004)

Postado por Renata Leão

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WWFala Sério

Novembro 24, 2009 · 1 Comentário

Parece que todas as campanhas da WWF, uma hora ou outra, acabam esbarrando em polêmica.

Depois do vexame mundial protagonizado por um singelo e brasileiro  anúncio fantasma (É, aquele criado por uma certa agência paulista de Nizan Guanaes. Aquele que levou um prêmio do The One Show. Aquele que ajudou a reforçar a desconfiança dos gringos em relação as peças inscritas, principalmente as de agências brasileiras), do outro lado do mundo, na Singapura, o pessoal da JWT prolonga o clima de bafafá abocanhando em Cannes este ano, um belo Leão com a seguinte campanha:

Nota de esclarecimento da blogueira: apesar da idéia de se usar a imagem do jogo-da-velha em anúncio seja super batida – justificando a polêmica em torno dos méritos dessa campanha – o que realmente me interessou foi a assinatura. Ela diz: “É A SUA VEZ. VISITE wwf.sg”. Sei lá. Eu gostei.

Postado (sem a intenção de ofender) por Renata Leão

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Cheio de História

Novembro 23, 2009 · 1 Comentário


Estou falando desse cara aí na foto, o diretor Keith Schofield. É dele a concepção da genial campanha-viral “Diesel XXX Party” (já mencionada aqui no blog).
Resultado da formação na renomada NYU Film School, Keith tem pouco tempo de carreira, mas já virou o queridinho dos editores das revistas mais descoladas do mundo. Agora ele se apresenta com dois clipes ultra geniais e divertidos, fresquinhos na manga.

O primeiro, com dois artistas que eu AMO: Charlotte Gainsbourg e Beck. Música: Heaven Can Wait. É igualmente lindo e nonsense.

E o segundo, um engraçado clipe remix dos hits da banda Justice + cantor Lenny Kravitz. Música: Let Love Rule. Se você quer sorrir, é bem por aqui.

Postado por Renata Leão

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A Mostra do Mestre.

Novembro 13, 2009 · Deixe um comentário

Ou seria uma AMOSTRA do mestre?

Postado por Renata Leão

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A Banda da Moda

Novembro 13, 2009 · Deixe um comentário

Apesar dos efeitos especiais toscos, um cenário que mais parece a invasão de um depósito de tecidos com estampas interditadas pelo esquadrão da moda, uma direção de arte que deixa a desejar e uma câmera que mais parece uma britadeira descontrolada nas mãos do diretor, até que a moçadinha irlandesa da banda “Two Door Cinema Club” acertou em cheio na hora de fazer esse clipe. A música ainda não foi lançada oficialmente, mas os caras já se adiantaram na divulgação desse novo hit super fashion.

Postado por Renata Leão

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A mãe Dinah da literatura Brasileira

Novembro 11, 2009 · Deixe um comentário

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Minhas piadas da UNIBAN

Novembro 11, 2009 · 1 Comentário

UNIBAN. Nem parece banco.

Ex-alunos da UNIBAN se mobilizam para defender a reputação da Universidade. Lassie, Rin-tin-tin, Digbie, Beethoven a e a Gorila Koko estão entre os manifestantes.

O pessoal do Simba Safari está pensando em processar a UNIBAN por concorrência desleal.

A moda pegou: alunos de academia hostilizam aluna por usar roupas justas sem merecer com gritos de “Gorda! Gorda! Gorda!”

A moda pegou: estudantes da Santa Marcelina hostilizam aluna por usar algo “totalmente ano passado” com gritos de “Brega! Brega! Brega!.

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O melhor coreto pra se bagunçar.

Novembro 8, 2009 · 3 Comentários

Abaixo, minha mais recente coluna na Época São Paulo. Desta vez na edição “O Melhor de São Paulo.” Faz bem mais sentido quando tem a revista em volta.

Hoje eu vim aqui pra bagunçar o coreto desta edição da Época S. Paulo. Afinal, aqui você vai encontrar tudo que São Paulo tem de melhor. Se bobear, até o melhor coreto pra ser bagunçado. Que é o que eu pretendo fazer. Vai vendo.

A ideia de turismo local, que deu origem ao nome da coluna, é a de tentar viver o dia-a-dia com o coração e os olhos abertos daquele jeito que a gente só consegue quando está operando no modo turístico.

No modo normal, seu sistema operacional diz que você é um contador, publicitário, arquiteto, ou sei lá o que. No modo turístico você é um astronauta — vagando solto pelo universo do prazer. No modo normal você discute com a patroa qual é “o” melhor caminho até o shopping. No modo turístico vocês se perdem e descobrem um bistrôzinho inesquecível numa esquina esquecida de Paris. No modo normal tem um Blackberry na sua mão. No turístico, um drink colorido com um guarda-chuva bem pequenininho. No modo normal você está tentando otimizar o seu tempo. No turístico, aproveitar que o tempo está ótimo.

E é justamente o coreto da otimização que eu vim aqui pra bagunçar. A idéia tola de que a pizza Caprese do Bráz do vizinho é sempre melhor que a sua de endívias e queijo brie do I Vitelloni.

Porque, convenhamos: ninguém consegue resistir à curiosidade de visitar os lugares e seguir as dicas que tem nessa edição. Quem não tiver cometido este pecado que atire a primeira coxinha do Frangó ou bauru do Ponto Chique. Mas será que vale a pena passar o tempo todo perseguindo e tentando consumir somente o melhor isto ou o melhor aquilo?

A cultura de consumo propõe que somos representados e representantes daquilo que consumimos. Portanto eu não posso aceitar “qualquer” caldinho de feijão sob pena de me sentir apenas mais “um qualquer”. Começa então a rolar aquele sofrimento.

Como posso ser feliz comendo a décima sétima melhor coxinha de São Paulo quando, evidentemente, merecia estar degustando pelo menos uma das três melhores —no mínimo uma coxinha que chegou ao pódio? Eu não quero ser o Rubinho das coxinhas!

Ninguém quer. Mas como diria aquela piada de corno: isso é coisa que estão pondo na sua cabeça. Meu conselho é: aproveite o conhecimento valioso desta edição, mas não deixe ele atrapalhar sua felicidade.

Mês passado eu e a minha mulher completamos 13 anos juntos e resolvemos sair pra jantar no lugar do nosso primeiro encontro. Infelizmente a locação, o McDonald’s da Praça Vilaboim, ali em Higienópolis, não existe mais, portanto decidimos que um dos vários restaurantes e bares da praça serviria, o que se revelou uma boa ideia já que era domingo e não havia muitos lugares abertos.

Demos uma volta pela praça, avaliando os diversos bares e restaurantes disponíveis e tentando escolher qual seria o melhor para aquele momento. Ela me perguntou: “Qual você acha melhor?” Eu respondi: “Aquele que tiver a gente dentro.” Ela sorriu e jantamos maravilhosamente bem no único restaurante da praça que estava completamente vazio. Não poderia haver melhor lugar em São Paulo.

Postado por Rodrigo Leão

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