Pop Prop

Entradas do Dezembro 2008

Voto de boas festas a todos

Dezembro 26, 2008 · 3 Comentários

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Frase do dia

Dezembro 19, 2008 · 1 Comentário

” A mina tá se sentindo o tigre do Simba Safari.”

— Kleber Fonseca

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O som da mulherada vol.2

Dezembro 18, 2008 · 4 Comentários

A intelectual iconoclasta e audiófila Renata Leão (não a da Trip, como eu sempre gosto de relembrar) manda uma seleção de som de garotas da pesada:

1) Alana Davis em seu vídeo “32 Flavors”
http://www.youtube.com/watch?v=TEfbL53jhN4

2) Ani Di Franco tocando “You Had Time” ao vivo. Esse virou trilha d pelo menos 3 programas de TV da Sony Entertainment Television.
http://www.youtube.com/watch?v=oQcevVb3ofk&feature=related

3) Lulina, com seu sotaque de recife, sendo incrivelmente fofa cantando: “Nós”
http://www.youtube.com/watch?v=Hleimqqbhm0

4) As fofas do Nouvelle Vague cantando ao vivo “Love Will Tear Us Appart” do Joy Division em Glastonbury
http://www.youtube.com/watch?v=l4efME9Vnlc

5) Sia (cantora da banda “Zero 7″, aquela do José Gonzalez) em seu debut solo “Breathe Me”
http://www.youtube.com/watch?v=U6PGrub3jUc&feature=related

6) Sia novamente, agora em seu momento “goofy”, igualmente legal com a música “Buttons”:
http://www.youtube.com/watch?v=Uvd814WG2t4&feature=related

7) Imogen Heap sendo normalmente esquisita em seu laboratório musical.
http://www.youtube.com/watch?v=25VGdNU3nrU

8) Tiê, em seu melancólico-yet-sensível “Passarinho”.
http://www.youtube.com/watch?v=jV0VWNv9mas

9) Ivy com a musiquinha q eu curti desde a primeira vez q escutei.
http://www.youtube.com/watch?v=LL3ZbNRH1Wc

10) Telepopmusik. Esse eu não falo nada. Tem q escutar e pensar por si próprio.
http://www.youtube.com/watch?v=U_YJR9-BRyM

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Momento Cerezo

Dezembro 18, 2008 · 1 Comentário

Hoje no jornal eu escrevi que Muntador al-Zaidi era o Paolo Rossi dos sapatos, confundindo o atacante italiano que meteu 3 no Brasil com outro, Roberto Baggio que perdeu o pênalti na final. Quem me avisou foi o querido leitor Fábio Caleffi, que num toque de Sócrates mostrou que eu sou o Toninho Cerezo dos colunistas.

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Homem-barata contra o sapato voador

Dezembro 18, 2008 · 5 Comentários

A grande pergunta desta semana é a seguinte: seria o jornalista iraquiano Muntador al-Zaidi, muito ruim de mira ou seria o Presidente americano George W. Bush ágil como um jovem lutador de boxe mexicano?

Quando resolveu arremessar seus sapatos na cara do americano, o repórter al-Zaidi certamente considerou as conseqüências de seu ato. Talvez isso tenha abalado a sua mira. Segundo seu irmão declarou à BBC, desde atentado (que nome se dá a um atentado com um sapato? Sapateado?) o repórter já teve as mãos e as costelas quebradas, está sofrendo hemorragia interna e teve um olho danificado pelas sistemáticas surras que está recebendo na prisão, que ninguém sabe onde fica, bem ao estilo George W. Bush. Mas, convenhamos, faltou frieza. Faltou a paradinha na marca do pênalti. Faltou a malícia do craque. Muntador al-Zaidi é o Roberto Baggio da sapatada. Quando errou a pontaria, lançou contra a parede as esperanças de todo o planeta.

Perdemos assim a chance da “grand finale” perfeita, o terceiro ato que fecharia o círculo do drama que foram estes 8 anos, o atentado perfeito — à altura da dignidade que Bush emprestou ao cargo eletivo mais importante do mundo: a de uma barata.

Mas examinemos a segunda hipótese: a de que Bush, como as baratas, é realmente um ser extraordinário, um habilidoso sobrevivente, capaz de fintar qualquer ataque seja com sapato, tamanco ou inseticida em spray. Nesse caso, foi ingenuidade do repórter iraquiano imaginar acertaria um picareta cresceu se esquivando dos estudos e da lei (quando era um cheirador bêbado), que se esquivou do alistamento obrigatório quando fugiu da Guerra do Vietnam e da recontagem auditada de votos na curiosa eleição de 2000. Ora, se tem uma coisa, a única coisa que G. W. Bush sabe fazer direito na vida é se esquivar.

Como Oscar de la Hoya, que poderia ter fechado sua carreira no boxe com chave de ouro, Muntador al-Zaidi deixa o ringue como um perdedor por ter subestimado seu adversário.

Sabemos todos que só uma condenação na corte internacional para criminosos de guerra poderia fazer justiça à Bush. Mas sabemos também que isso não vai acontecer nunca com um presidente americano. Porém, agora que Muntador al-Zaidi deu o exemplo, não seria nada mal se por todos os lugares que passasse, pelo resto de sua vida na terra, George Walker Bush, fosse recebido sempre com sapatadas. Sapatos de todos os tipos, tamanhos e formas sempre voando em sua direção sem nunca dar-lhe um segundo sequer de paz. O destino perfeito para essa barata que foi longe demais.

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Comentários e mais um pensamento

Dezembro 12, 2008 · Deixe um comentário

Não deixem de ler os comentários dos três posts abaixo, que como sempre, são melhores que os próprios posts. Quem for defender o novo pop brazuca ou gringo pode dar dicas pra gente ouvir. E quem for bater também pode dar dicas de coisas velhas assim a gente continua sem saber quem tem razão mas com um monte de coisas legais pra ouvir. Que tal?

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Que nome se dá a quem gosta do som da Mallu Magalhães?

Dezembro 12, 2008 · 2 Comentários

Mallulista? Mallufista? Mallusista? Malluquete? Mallucinado? Bom, eu é que não sei.
Mas no quesito minas estranhas que curtem folk eu tenho mais algumas recomendações pra vc:

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Música de buffet

Dezembro 11, 2008 · 4 Comentários

Quero deixar claro que não desgosto nenhum pouco da Mallu Magalhães.
Mas também não posso dizer que gosto.
O som dela pra mim é como comida de buffet: enche a barriga mas não tem gosto de nada.

Ultimamente eu até passei a gostar mais dela depois que soube que ela embolsou R$ 500.000,00 da VIVO pra dar o som dela junto com os celulares dessa operadora inoperante e que graças a sua recém adquirida independência financeira está causando problemas em casa. Fora o namoro que pode dar cadeia. Mas até essa história eu já vi mil vezes.
Se o namoro fosse armação pra promover os dois recém lançados CDs aí assim, ela e o Camelo subiriam muuuuuuito no meu conceito.

bandex

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A música pop da Carochinha

Dezembro 11, 2008 · 8 Comentários

Semana passada eu falei aqui do recém lançado livro “Fora de Série” (Ed. Sextante), do canadense Malcom Gladwell e achei que já tinha falado o bastante. Hoje, quando eu sentei aqui pra escrever a coluna, meu propósito era pensar e depois escrever sobre uma certa crise de talentos musicais da qual vários amigos meus vem me falando. Não sei se concordo com eles, ou se somos apenas trintões cansados do mesmo pop sendo regurgitado tantas vezes. O fato é que ao começar a pensar sobre a Mallu Magalhães, o tal “fenômeno” do Myspace.com, me vi de volta ao tema central do livro: as ditas pessoas “especiais” são tão especiais assim? Ou existem muitos elementos exteriores que determinam seu sucesso?

Outro dia li no jornal que o cantor D’ Black, tinha mais de 2 milhões de visitas aos seus clipes no YouTube.com, como se isso fosse uma credencial de qualidade. Ora, e quem disse que esses acessos foram legítimos? Quem checou? Quem está contando? Qualquer hacker de meia tigela faz um robozinho (programa) pra ficar acessando sem parar um site e aumentar estratosféricamente o número de visitas. Ou no caso da Mallu Magalhães, cujo nome vem sempre agregado ao site de relacionamentos Myspace.com. Pense por um instante: você tem um site de relacionamentos cujo foco principal de diferenciação é a presença de bandas (que são um notório agregador de pessoas). É isso que o torna diferente do Orkut.com, por exemplo. O que você faz para que todas as bandas de um país se inscrevam imediatamente no seu site? Dá uma forcinha pra criação de um “fenômeno” — o milagre da pessoa comum alçada de imediato ao estrelato de forma mágica e inesperada. Ao saber da história das Mallu, todas as bandas do país se inscreveram correndo, e logo vieram junto seus amigos. Quem é que checou se os milhões de acessos que ela teve não foram motivados por milhões de convites gerados pelo site? Se eles fizeram isso, também não há problema. Isso não é crime. É marketing.

Reza a lenda que quando Jimmy Hendrix lançou seu primeiro LP na Inglaterra, seu empresário Chas Chandler pagou pessoas nas ruas de Londres para entrarem e comprarem todos seus LPs nas lojas no dia do lançamento. Os lojista entusiasmados com as vendas relâmpago fizeram pedidos de extravagantes quantidades de reposição. A notícia se replicou no jornal e foi o começo de tudo. Acho que o problema do novo pop é que nem ele nem seus truques são novos. A Internet ainda não nos salvou do nosso desejo de acreditar na história da Carochina.

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What a Steviewonderful world

Dezembro 10, 2008 · 2 Comentários

Minha irmã Renatinha me mandou esse vídeo hoje pela manhã que muito me alegrou. Agora eu passo pra você. E assim vai a cadeia do Karma positivo. Stevie Wonder ao vivo no programa Vila Sésamo. Enquanto as crianças dos 80 tinham de ouvir a Xuxa cantar “Hilariê”, as crianças dos 70 curtima essa espetacural versão de “Supersticious”.

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