Olha que legal esse clube em Nova York chamado The Moth (A Mariposa). É uma espécie de clube de stand-up comedy só que em vez de piada os convidados vão lá pra contar histórias e causos. Verdades, meias verdades, mentiras deslavadas são todas bem vindas desde que a história seja boa. A lista de contadores de causo que passou por lá inclui a Candace Bushnell (autora do Sex in The City), Moby, Suzane Vega, Malcom Gladwell, Ethan Hawke e muitos outros. No site você pode ouvir as histórias (em inglês infelizmente) e até assinar o podcast pra recebê-las sempre. Vale como aula de inglês — pelo menos você vai ouvir gente inteligente contando histórias legais mesmo que quase nunca verdadeiras. Lá vai o LINK: The Moth
Entradas do Agosto 2008
A mentira tem pernas longas e bem torneadas
Agosto 28, 2008 · 3 Comentários
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Não deixe a escola atrapalhar os seus estudos
Agosto 27, 2008 · 5 Comentários
Meu pai saiu de casa com 12 anos para estudar. Eram os livros ou a enxada. A enxada perdeu. No fim dos anos 60, se formou no curso de Administração de Empresas da mais prestigiosa universidade brasileira: a USP. Tudo que conseguiu na vida foi fruto de sua dedicação aos estudos. Inclusive pagar pelos meus estudos. Por isso quando eu abandonei a faculdade de direito aos 21 anos, fiquei com a consciência muito pesada. Mas só até 2003.
Neste ano fui convidado a ser o professor palestrante de publicidade no MBA da então FIA-USP. A mesma universidade do meu pai! Os estudantes do MBA (que em inglês quer dizer mestrado em administração e negócios) querem ter aulas com os melhores profissionais do mercado e aparente eu era um desses caras. Meu destaque profissional foi priorizado sobre minha falta de diplomação. E desde então minha participação vem aumentando, incluindo os cursos MBA Executivo Internacional, MBA de Marketing e MBA de Marketing de Serviços.
O motivo pelo qual minha participação vem aumentado é o seguinte: eu tiro notas excelentes como professor. Aí você diz: “Ué? Mas professor não é quem dá nota?” No MBA não. O curso é tão difícil que só profissionais de alto gabarito conseguem entrar como alunos e exigem os melhores professores. Depois de cada aula a turma confere ao palestrante uma nota. E o fim da história é que eu tenho tirado uma das melhores médias entre os professores. Ou seja, profissionais de renome, em nível de mestrado me consideram um dos seus melhores professores (num MBA eleito o melhor do Brasil nos últimos 3 anos seguidos). Mas como? Eu nem sou formado em nada? Isso prova que um diploma é alguma coisa, mas não é tudo. Para esses alunos, ter aula com um profissional aprovado pelo mercado vale mais que qualquer diploma.
Me lembrei disso pois ando aguardando ansioso o novo livro de um de meus ídolos, o jornalista americano Malcom Gladwell que em novembro lança “Outliers: Why some people succeed and some don’t”, que trata justamente deste assunto — como identificar os talentos que terão sucesso no futuro. No livro ele demonstra estatisticamente como a maioria das técnicas usadas hoje nos processos de seleção seja para atletas, professores ou até pilotos de avião não presta pra nada. Vai gerar muita discussão.
Andam falando em regulamentar a profissão de publicitário, pra excluir quem não fez faculdade. Uma idéia mal copiada (do jornalismo) e que só pode ser apoiada por quem não é bom no que faz, nem quer que ninguém seja.
P.S:
Aqui abaixo tem a última avaliação que eu recebi. As notas vão de zero a quatro e eu já consegui vários 3,95 e nenhum 4, o que é muito irritante. Parece que só um cara tirou 4 nos últimos anos — um professor de contabilidade. Não preciso dizer que pra tirar a nota máxima falando por 4 horas sobre contabilidade esse cidadão deve ser um gênio, um poeta e um louco. Ou subornou a galera.
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Escondendo a vara no Ninho do Pássaro
Agosto 21, 2008 · 3 Comentários
Creio que nos anais da história estas serão lembradas como as Olimpíadas da Liberação Sexual, quando a evidente ligação entre sexo e esportes se escancarou de vez.
Primeiro, tratemos do episódio envolvendo a saltadora brasileira Fabiana Murer. Quem quer que tenha visto a deusa russa Isinbayeva, medalhista de ouro na competição, pendurada com destreza naquele símbolo fálico, sabe que aquilo é pura sacanagem. Pense bem: mulheres de corpos bem torneados, com shortinhos agarrados de lycra, pegam em varas enormes e terminam estateladas e arfantes num colchão com as pernas pra cima. Francamente, tem muito DVD pornô por aí que não entrega um espetáculo desses. Portanto, era uma questão de tempo até que o rapaz chinês responsável por entocar as varas, um moço criado em clima repressivo num orfanato maoísta, percebesse que aquele negócio dentro da calça do seu abrigo não era um bastão de revezamento e logo começasse a entreter secretos desejos de esconder a vara no “Ninho do Pássaro” (um nome, no mínimo, provocante). Incitado por uma transmissão do carnaval carioca de 1984 passada recentemente na TV estatal chinesa ele não se aguentou e acabou enfiando a haste no orifício errado sem o consentimento da atleta. Isso só podia acabar em choradeira.
A questão dos trajes olímpicos também não pode ser evadida, visto que a maioria dos novos uniformes não traz benefícios práticos outros que provocar o hasteamento das bandeiras na torcida e um pulsante crescimento no ibope televisivo. Já se fala inclusive em adotar o vestuário do vôlei de praia feminino para todas as modalidades femininas. Com isso a esgrima e o hipismo, esportes normalmente relegado a um segundo plano, ganhariam visibilidade. De biquíni uma amazona realmente seria um amazona. Na esgrima, a vantagem óbvia seria de que os duelos terminariam com os biquínis retalhados.
E finalmente não posso deixar de citar o caso da seleção brasileira, uma encenação clara do mito do defloramento. Dunga, representando a falta experiência ou seja “A virgem” — já que não teve experiência com técnico nem de time de pebolim. A seleção argentina simbolizando “O Violador”, insistindo nas entradas por trás, nas penetrações pelo meio e botando muitas bolas nas costa da defesa brasileira. E o terceiro ato da tragédia, com o Brasil de quatro e o pessoal da CBF atrás fazendo o que bem entende entre quatro paredes.
Quem disser que a participação do Brasil nestas olimpíadas foi irrelevante claramente não entende nada de sexo.
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Casamento arranjado
Agosto 15, 2008 · Deixe um comentário
Conversando com um grande amigo que trabalha numa agência de propaganda multinacional ele manda essa: “Multinacional é bom porque você pode mandar o cliente tomar no cu que ele não vai embora. Até porque ele não pode ir embora.”
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Paloma de Montserrat
Agosto 13, 2008 · 1 Comentário
Duas pérolas que eu ouvi da jet setter Paloma de Montserrat num encontro social em ambiente circense:
Slogan perfeito: Igreja Universal. Nem parece banco.
Quem foi o principal prejudicado pela Lei Seca? Os bares? Os restaurantes? A Ambev? Não. As mulheres feias.
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12 sinais que a música pop está acabando mesmo.
Agosto 13, 2008 · 4 Comentários
1. O número de bandas com páginas no myspace.com em breve pode ultrapassar o número de ouvintes, invertendo a tradicional relação de proporção entre fãs e artistas. O estilo faça-você-mesmo criado pelo punk-rock pode dar lugar ao pague-você-mesmo onde artistas pagam ouvintes para ouvis suas bandas de garagem.
2. Integrantes do conjunto NxZero (cujos detratores garantem que faz jus ao nome) posam pelados na capa da Rolling Stone e provocam polêmica. A discussão sobre que tipo de depilação usaram: cera quente, gillette ou depilação a laser definitiva, deixa o meio musical em polvorosa.
3. O ressurgimento de bandas com vocalistas que tocam piano mas não são viados choca o mundo pelo desrespeito ao legado de Cole Porter e Elton John. Grupo Gay da Bahia promete protesto e processo contra os que insistirem em vulgarizar essa formação, já considerada patrimônio gay — como o bigode do Freddie Mercury e as roupas de índio, policial e peão de obra do Village People.
4. Freqüentadores de boate em Ibiza confundem problema hidráulico com nova onda eletrônica. Encanador desavisado conserta vazamento e é linchado por turba enfurecida.
5. Roberto Carlos pensa em largar a música e assumir cargo de capitão em um navio-cassino. Negociações intensas envolvem a troca do nome da embarcação de Eugenio C para Roberto C e a possibilidade de tingir os 7 mares com anilina azul pois o Rei não suporta verde.
6. Número de rótulos sem significado como Deep Trance, Nu-Jazz, Broken beats e Minimal finalmente ultrapassa o número de possibilidades reais de criação de gêneros musicais.
7. Teclas de Dó Sustenido — as pretinhas logo ao lado do dó —abandonam pianos do mundo inteiro alegando problemas pessoais.
8. Irmãos Cavalera voltam a se reunir triunfalmente em disco, show e em encontro dos Vigilantes do Peso. Fãs da banda protestam pois consideram que Igor não é gordo e sim muito forte, o que explicaria suas super-habilidades como baterista que toca com dois bumbos. Acusam Chorão do Charlie Brown Jr
9. Projeto Estúdio Coca-Cola MTV, que junta bandas de segmentos opostos da indústria musical como Paralamas do Sucesso e Banda Calypso, mostra que as bandas boas e as bandas ruins são todas a mesma Coca-cola.
10. Marisa Monte finalmente atinge a idade mínima para integrar a Velha Guarda da Portela.
11. Roberto Justos aceita gravar dueto com Paulo Ricardo.
12. Justin Timberlake pensa que é o Michael Jackson. Cold Play pensa que é o Pink Floyd. E esses Rolling Stones aí pensam que são aqueles Rolling Stones lá.
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Quem vai desligar o respirador da música pop?
Agosto 6, 2008 · 4 Comentários
Muita gente acha equivocadamente que Vinícius de Moraes gostava de poesia. Vinícius gostava é de mulher. Poesia era uma coisa que ele usava pra conquistar as mulheres. Quando veio o tempo em que a música popular era uma melhor ferramenta de conquista, ele rapidamente virou músico popular. Se ele gostasse mesmo de poesia teria passado a vida na biblioteca, em vez de enchendo a lata com as gatinhas.
Houve um tempo em que um sujeito se sentava na mesa de um bar e falava com cara de angustiado: “Eu sou poeta.” e imediatamente a mulherada se imaginava sendo assunto principal de peças literárias de exaltação erótica e moral — e conseqüentemente com tesão. Hoje, o cidadão diz “Eu sou poeta!” e a mocinha responde “Parente da Patrícia? Aquela da Globo? Eu tenho uma amiga que é prima do Wagner Montes. Cê é o que dela?”
O declínio de uma forma de arte tem direta correlação com a sua capacidade (da forma de arte) de ajudar o artista a se dar bem sexualmente. Não importando o que isso queira dizer, visto que artistas são notoriamente inventivos nesse quesito também. Ninguém disputa a importância artística da música clássica mas vá você tentar se dar bem com essa letra por aí. Até você conseguir explicar a importância do segundo contra-fagote pra moça ela já foi dançar com um amigo surfista.
Eu, como a tartaruga do Kung-Fu Panda, sei que o presente tem esse nome porque é uma dádiva. Por isso, contemplando o fim da importância da música pop como forma de arte, não sinto dó. Antes dela faleceram a poesia, as artes plásticas, a ópera e tantas outras formas que uma pessoa tem de tentar dormir bem acompanhado. É óbvio que como no caso de todas essas outras formas de expressão sempre haverá um nicho de pessoas interessadas que vão manter a música pop viva. Até o funk carioca tem fãs e defensores.
Podemos falar abertamente então: não é você que está ficando velho. As bandas de hoje em dia realmente não importam. O que fazia a música pop ser tão importante pra nós era o gargalo de distribuição. Quando só havia um Sex Pistols que não sabia tocar mas tinha muita “atitude” a gente achava legal pois pensava: “Pô, eu bem que podia ser um retardado desses aí!”. Para ser um milionário com um estilo de vida dionísico só eram precisos 3 acordes e muita atitude. Agora que todos os Sex Pistols do mundo podem mostrar seu visual chocante e seu som horrível no myspace, nenhum deles importa. A Inflação de artistas desvalorizou essa arte até a morte por irrelevância. Resta saber o que o gênio Vinícius faria hoje pra ir embora do bar abraçando algo mais curvilíneo do que o Tom Jobim?
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Você cantaria uma canção dos Beatles pra GM por R$ 300 mil?
Agosto 5, 2008 · 2 Comentários
Pois é, eu também. E parece que a Fernanda Takai, maravilhosa, educada e suave cantora mineira também. Sengundo minhas fontes foi isso que ela pediu pra gravar uma canção dos Beatles pra campanha da GM. O negócio não andou, já que os direitos autorais dos Beatles custaram só um pouquinho mais que isso e o pessoal achou caro (não pros Beatles, pra Fernanda). No fim, quem acabou gravando foi a cantora Olivia Tabet que também mandou muito, muito bem. Olívia, que tem uma voz Cranberries total, canta jingles faz tempo e tem uma banda muito legal como o produtor Waldo Denuzzo, do AD Studio num estilo meio Avalon e Portishead. Vale conferir aqui: Olivedozz no myspace.
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Etiquetado: AD, Beatles, Cachê, Fernanda Takai, GM, OLive Dozz, Waldo Denuzzo
Hoje a noite tem Ed Motta ao vivo no Ronca Ronca
Agosto 5, 2008 · Deixe um comentário
Você, que como eu é fão do Ed Motta vai poder apreciar o rotundo gênio ao vivos às 22h, hoje, terça 05/08, no programa Ronca Ronca na 94,1 FM em São Paulo ou pela internet nesse link aqui.
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Novidades visuais
Agosto 1, 2008 · 1 Comentário
Minha querida irmã Renatinha passa mais uma das suas dicas incríveis pra frente: esse site aqui http://www.notcot.org/ onde você encontra sempre novidades das artes visuais. Vale a pena dar uma olhada: tem clipes, ilustradores, grafiteiros e tudo que for bonito de se ver em geral.
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