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O melhor coreto pra se bagunçar.

Novembro 8, 2009 · 3 Comentários

Abaixo, minha mais recente coluna na Época São Paulo. Desta vez na edição “O Melhor de São Paulo.” Faz bem mais sentido quando tem a revista em volta.

Hoje eu vim aqui pra bagunçar o coreto desta edição da Época S. Paulo. Afinal, aqui você vai encontrar tudo que São Paulo tem de melhor. Se bobear, até o melhor coreto pra ser bagunçado. Que é o que eu pretendo fazer. Vai vendo.

A ideia de turismo local, que deu origem ao nome da coluna, é a de tentar viver o dia-a-dia com o coração e os olhos abertos daquele jeito que a gente só consegue quando está operando no modo turístico.

No modo normal, seu sistema operacional diz que você é um contador, publicitário, arquiteto, ou sei lá o que. No modo turístico você é um astronauta — vagando solto pelo universo do prazer. No modo normal você discute com a patroa qual é “o” melhor caminho até o shopping. No modo turístico vocês se perdem e descobrem um bistrôzinho inesquecível numa esquina esquecida de Paris. No modo normal tem um Blackberry na sua mão. No turístico, um drink colorido com um guarda-chuva bem pequenininho. No modo normal você está tentando otimizar o seu tempo. No turístico, aproveitar que o tempo está ótimo.

E é justamente o coreto da otimização que eu vim aqui pra bagunçar. A idéia tola de que a pizza Caprese do Bráz do vizinho é sempre melhor que a sua de endívias e queijo brie do I Vitelloni.

Porque, convenhamos: ninguém consegue resistir à curiosidade de visitar os lugares e seguir as dicas que tem nessa edição. Quem não tiver cometido este pecado que atire a primeira coxinha do Frangó ou bauru do Ponto Chique. Mas será que vale a pena passar o tempo todo perseguindo e tentando consumir somente o melhor isto ou o melhor aquilo?

A cultura de consumo propõe que somos representados e representantes daquilo que consumimos. Portanto eu não posso aceitar “qualquer” caldinho de feijão sob pena de me sentir apenas mais “um qualquer”. Começa então a rolar aquele sofrimento.

Como posso ser feliz comendo a décima sétima melhor coxinha de São Paulo quando, evidentemente, merecia estar degustando pelo menos uma das três melhores —no mínimo uma coxinha que chegou ao pódio? Eu não quero ser o Rubinho das coxinhas!

Ninguém quer. Mas como diria aquela piada de corno: isso é coisa que estão pondo na sua cabeça. Meu conselho é: aproveite o conhecimento valioso desta edição, mas não deixe ele atrapalhar sua felicidade.

Mês passado eu e a minha mulher completamos 13 anos juntos e resolvemos sair pra jantar no lugar do nosso primeiro encontro. Infelizmente a locação, o McDonald’s da Praça Vilaboim, ali em Higienópolis, não existe mais, portanto decidimos que um dos vários restaurantes e bares da praça serviria, o que se revelou uma boa ideia já que era domingo e não havia muitos lugares abertos.

Demos uma volta pela praça, avaliando os diversos bares e restaurantes disponíveis e tentando escolher qual seria o melhor para aquele momento. Ela me perguntou: “Qual você acha melhor?” Eu respondi: “Aquele que tiver a gente dentro.” Ela sorriu e jantamos maravilhosamente bem no único restaurante da praça que estava completamente vazio. Não poderia haver melhor lugar em São Paulo.

Postado por Rodrigo Leão

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Se Você Gosta de Bateria, Tem Que Ouvir Esse Cara No Teclado

Outubro 30, 2009 · 1 Comentário

O francesinho David MeShow faz gracinhas para seu entretenimento. Post pré-feriadão é isso mesmo: pura diversão.

Postado por Renata Leão

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Mash-Ups Nas Pick-Ups

Outubro 29, 2009 · Deixe um comentário

dj_sussex
O vídeo abaixo não é tecnicamente uma novidade per se. Porém, ele une 3 artistas/bandas que mucho me gustan. Estes são Gnarls Barkley, Beastie Boys e DJ Sussex. Vale uma conferida.

Postado por Renata Leão

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Quando o GOVERNATOR era FORNICATOR

Outubro 19, 2009 · Deixe um comentário

Dica do Tintin.

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Metropolices Esculturais

Setembro 30, 2009 · 1 Comentário

Tsc, tsc. A cidade grande é mesmo um monte de coisa amontoada e empilhada no mesmo lugar com pessoas olhando pra essa bagunça toda e achando tudo super bacana. Tão bacana a ponto de criar as esculturas sensacionais apresentadas abaixo.

Zhan Wang (Escultura com utensílios de cozinha)
silverware-cityscape-01

Liz Hickock (Escultura com gelatina colorida)
liz_hickock

Liu Jianhua (Escultura com dados e chips de pôquer)
liu_jianhua

Jacob Dahlgren (Escultura com azulejo, vidro, tijolo e madeira)
jacob

Chu Enoki (Escultura com sucata polida)
enoki_chu_RPM-1200

Postado por Renata Leão

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Com quantos Megapixels se faz um Matisse

Setembro 30, 2009 · 7 Comentários

A senhora, que parecia ter escapado de um quadro do Botero, com a silhueta impiedosamente delineada pela calça fuseau e a camiseta três números menor do que o respeitável, parou por alguns segundos diante do quadro intitulado “Nu sentado contra fundo vermelho”, pintado em 1925 pelo mestre Henri Matisse. Sacou sua câmera digital cor-de-rosa de origem sino-duvidosa e sapecou uma foto. Conferiu a imagem no pequeno visor de LCD e seguiu rolando pela exposição “Matisse Hoje”, na Pinacoteca do Estado, capturando com apenas dois megapixels e em poucos minutos a obra visual que o gênio francês levara uma vida inteira pra conceber e produzir.

Fiquei curioso. Porque ela não parava para olhar os quadros? Não custava nada. Sério. Era sábado, dia em que a entrada na Pinacoteca é franca. Alguns daqueles quadros demoraram um século para chegar àquelas paredes. Custava parar um pouquinho pra apreciá-los? Mesmo sendo um tipo de retrospectiva bem pequena ou uma “Microspectiva” como dizia um texto na entrada, “Matisse Hoje” não deixa de ser a primeira mostra significativa do pintor no Brasil. Mas lá ia ela. Como Van Damme. Nada poderia detê-la. Clique. Clique. Clique.

Logo percebi que não era só ela. Pelo menos um terço dos visitantes não observavam os quadros em si. Estavam vendo a exposição através das telinhas de seus Blackberrys, Nokias e Motorolas. Alguns postando diretamente para suas páginas no Facebook os quadros que não estavam nem tentando apreciar. “Ele deve ter morrido agora” chutava uma senhora ruiva, errando por apenas meio século, enquanto sua amiga capturava com num LG vintage uma colagem.

O crítico de arte da revista Time, Robert Hughes, escreveu certa vez que uma pessoa comum já não era mais capaz de enxergar a beleza singela de uma natureza-morta depois da bizarra supervalorização das obras dos grandes mestres ocorrida nos anos 80. Tudo que o cidadão via a sua frente agora eram milhões e milhões de dólares. O valor multimilionário das obras de arte se tornando um impedimento à sua mera apreciação.
O que acontecia na minha frente era uma coisa parecida. O advento da câmera digital plenamente acessível a toda população do planeta está banalizando o poder das imagens. Do mesmo jeito que o excesso de dinheiro na praça desvaloriza uma moeda, os trilhões de imagens geradas a cada dia no planeta desvalorizam cada unidade singular. Ao ponto de que não conseguimos olhar pra uma imagem e sentir mais tantas emoções assim. Os visitantes fotografam, não pra contemplar as obras mais tarde, mas pra provar que estiveram lá naquele importante momento. A forma de arte morre junto com seus espectadores qualificados.

Quando os Fauvistas primeiro mostraram seus quadros no Salon D’Automne em 1905, algumas das visitantes chegavam a desmaiar. Para gerar este tipo de reação, uma imagem precisa ser observada com intensa concentração e respeito. Cento e quatro anos depois isso já não parece mais possível. Bye bye, Matisse e Picasso. Hello, Flickr e Picasa.


Texto originalmente publicado na revista Época São PAulo.
Postado por Rodrigo Leão

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Pintor de Fachada

Setembro 25, 2009 · 1 Comentário

creative commons

Ufa. Não seremos processados por divulgar o trabalho do Blu aqui.

De acordo com dados do IBGE, foi computado que os leitores do nosso blog são pessoas antenadas. Então, se você está lendo este blog, é porque é uma pessoa antenada. E se é uma pessoa antenada, certamente já ouviu falar do Blu. Ele é o responsável pelo “Muto by Blu”, um video que fez o maior sucesso entre os antenadinhos de plantão.

Durante o Fame Festival na Itália, Blu chamou outro artista super bacana, o David Ellis para juntos, criarem esse projetinho. O video demorou 10 dias para ficar pronto. Check it out.

(Dica: o vídeo está em loop.)

Postado por Renata Leão

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Fazendo Arte

Setembro 22, 2009 · 1 Comentário

O artista americano Christian Faur teve uma idéia muito interessante e difícil de acertar: juntou mais de 100 mil crayons coloridos para criar retratos “pixelizados” dentro de molduras de madeira.

Pra sorte dele (e a nossa), a série de obras deram super certo. O resultado você pode conferir aqui embaixo: um mistura delicada de fotografia com escultura (ou vice-versa).

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Postado por Renata Leão

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Sarna é uma coisa que não sai.

Setembro 15, 2009 · 1 Comentário

Os jornais já esqueceram a crise no Senado. Mas o meu amigo Pedro Inoue e eu não. Uma singela homenagem ao Shepard Fairey, criador do Obey Giant.

Sarney.2

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É Um Pássaro? Um Avião? Não, é o Otamatone.

Setembro 11, 2009 · Deixe um comentário

O Otamatone foi criado por Maywa Denki, um especialista em criar pequenas geringonças que combinam mecânica com design-fofura. Os viajantes internacionais de plantão já devem ter visto ou até adquirido uma de suas interessantes criações caso tenham passado em uma das lojinhas do Moma em NYC.
Para saber mais sobre o Otamatone e outros brinquedos-novidades japoneses, vale uma conferida no site, Japan Trends, que fala do Tokyo Toy Show 2009.

Postado por Renata Leão

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